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sábado, 11 de junho de 2011

Dia 12 de Junho - Pra mim vai ser uma merda.

"Estou aprendendo a viver sem você,
já que você não me quer mais"
(Legião Urbana in Vinte e nove)


Me dei conta de uma coisa foda hoje. Dia 12 de junho é dia dos namorados, e por um acaso seria também meu aniversário de 5 anos de namoro. Que merda! Não deveria ligar tanto, mas parece que ligo.  Quase dois meses separados, e ainda sinto falta dela.

Como John Coussac naquele filme Alta Fidelidade vou fazer a minha lista de 5 coisas que não se deve fazer num namoro:

1) Na maioria dos momentos, não seja um escroto. As pessoas entram num relacionamento para serem felizes. Não é nada justo ser um escroto com ela, até mesmo porque se você for um escroto terão outros muitos que fingirão serem legais com ela. Fazemos qualquer coisa por sexo. Cara, acho que acabei de ser escroto.

2) A família é algo importante. Por mais diferente e heterogênia que seja a família dela, finja estar tudo bem. Aprender a lidar com as diferenças faz parte da evolução espiritual.

3) Sogras são legais. Tê-la como inimiga desde o primeiro momento é um erro. Aliás, a vida sem sogra é um erro. Viva Nietzsche.

4) Você nem sempre vai apoiar o que ela pensa. Independente do que você diga ela sempre vai dizer que você é contra ela. Por isso, dê sua opinião. Não se faça de despercebido ou a encha de respostas vagas. Nada pior do que não saber o que você está pensando.

5) Ame como se fosse a última vez. Interprete isso como sua mente suja quiser.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pegando a empregada

There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch, it's bringing me out the dark
Finally I can see you crystal clear
Go head and sell me out and I'll lay your shit bare

(Adele in the Rolling in the deep)


Lembro de um dia em que ela estava fazendo faxina na casa. Camiseta regata, shorts curto, a falta de sutien. Claro, aquela visão me atraiu. Quando fui beijá-la tomei um encontrão. A desculpa foi o machismo masculino. Segundo ela, a minha atração era pela vontade de comer a empregada, e que isso era típico dos homens.

Cara, não sou um homem típico. Qual homem típico desse país machista trocaria um jogo de futebol nas quartas de final da Libertadores da América pelo desfile de lingirie no programa da Luciana Gimenez? Eu fico com o desfile. Segundo meus amigos, praticamente um bixa.

O feminismo tem faces que não entendo. Assim como o amor. Querer agarrar minha ex-namorada enquanto ela fazia faxina não significa meus desejos secretos pela empregadinha. Mas sim, a minha vontade de estar com ela independente do que seja, independente do momento. Estando ela arrumada ou não, pra mim, isso é amor. Muito mais que amor, um sentimento formado por vários sentimentos e desejos. Tudo aquilo que faz um relacionamento uma instituição constituída de fidelidade e respeito.

Se eu não a desejasse naquele momento, significaria que eu apenas a desejava em alguns momentos. E nos momentos restantes meu sonho seria uma fantasia sexual com a empregadinha da família.

Pensem nisso mulheres!!!